31 de outubro, uma data que tem duas referências muito distintas. De um lado, celebra-se o Halloween, ou Dia das Bruxas, como é conhecido no Brasil, e, do outro, o Dia da Reforma Protestante.
Entre vitrines e casas enfeitadas de fantasias, bruxas, abóboras, doces e travessuras, ofusca-se a história de um monge que marcou profundamente a história da igreja por meio de suas 95 teses pregadas na porta da igreja do castelo de Wittenberg em 31 de outubro de 1517.
Mas qual o significado verdadeiro do Halloween? Para entender o Halloween historicamente, precisamos conhecer duas coisas: o festival celta chamado Samhain e a origem inglesa da palavra Halloween. As origens do Halloween remontam a aproximadamente 2 mil anos atrás, entre os antigos povos celtas, que seriam os povos da Irlanda, Escócia, País de Gales e outros países ao redor desses.

Essa celebração antiga, chamada Samhain, era para marcar o fim da colheita e o início do inverno, período associado por ser o mais frio e escuro do ano. Além disso, eles tinham uma crença de que a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos ficaria mais tênue. Acreditava-se que os espíritos dos mortos poderiam retornar ao mundo dos vivos.
Por isso, algumas práticas incluíam fogueiras, oferendas e o uso de disfarces e máscaras. Essas práticas tinham significados religiosos e protetivos dentro daquela cultura.
Exemplificando melhor o nome Halloween, ele tem origem na expressão All Hallows’ Eve, que vem da língua inglesa. Traduzido de modo literal, significa: All = todos; Hallows = santos; Eve = véspera. Ou seja, a expressão significa Véspera de Todos os Santos. Com o passar dos anos, o termo se transformou até chegar à forma que conhecemos hoje. Então essa palavra não significa especificamente Dia das Bruxas; no Brasil se diz assim devido à maneira como se comemora, com fantasias de bruxa, fantasmas e etc…
Porque os cristãos não comemoram o Halloween?
A Bíblia não menciona diretamente o Halloween, pois esse termo surgiu muito tempo depois dos textos bíblicos.
No entanto, a Bíblia ensina que feitiçaria, ocultismo, consulta aos mortos, adivinhação e práticas espirituais são incompatíveis com a vida de quem segue a Deus.
Para compreender a relação entre a Bíblia e o Halloween, precisamos analisar o que as Escrituras dizem sobre essas práticas:
Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Deuteronômio 18:10-12
O Senhor Deus ensina a não ter tais práticas, por isso, para quem é cristão, não se deve comemorar o dia Halloween, principalmente, como é conhecido no Brasil, como festas do dia das bruxas. Sabemos que bruxas, como são conhecidas na história, praticavam feitiçarias e consultas aos mortos.
Faça como diz esse versículo bíblico:
“Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal. 1 Tessalonicenses 5:21-22
Leia e examine as escrituras, faça o bem, fuja do mal e de sua aparência.

Proponho a você, nessa data, comemorar o dia da Reforma Protestante. Nessa data, Lutero propôs uma reforma espiritual na igreja. Hoje você pode escolher o que comemorar, o que fazer, qual direção seguir. Deus não obriga a segui-lo, mas ele mostra a direção certa. Segui-lo é o melhor caminho.
A Reforma Protestante nos convida a voltar às Escrituras, fortalecer nossa fé em Cristo e reconhecer a graça de Deus como fundamento da salvação.
Para você que quer entender mais sobre a Reforma Protestante, vou deixar um link de uma reflexão que fiz. Que seja edificante para sua vida.
Abaixo deixo também um pequeno e-book com referência e explicação dos 5 Solas da Reforma Protestante para você baixar gratuitamente.

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